REAJUSTE PARA POLICIAIS DE SÃO PAULO.

Essa semana foi complicada, um governador ameaçado de morte por quadrilhas do estado e ameaças de terrorismo na COPA reveladas fizeram o governador repenbsar a questão da segurança pública no estado mais rico do Brasil. Após a ameaça de paralisação de policiais militares e civis e de agentes penitenciários, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta segunda-feira uma série de medidas com o objetivo de valorizar a carreira de PMs. Segundo o governo do Estado, Alckmin definiu mudanças no plano de carreira, acelerando as promoções, e a ampliação de benefícios para a categoria, que, somadas ao já anunciado aumento salarial de 7%, gerariam um reajuste de até 24% para a categoria. As medidas, entretanto, dependem de aprovação da Assembleia Legislativa.

 

Policiais dizem não aprovar as medidas do governador.

"O que foi anunciado como um pacote de benefício, nós estamos chamando de um saco de maldades. O pleito das entidades representativas de policiais era exatamente 15% esse ano e 10% ano que vem. O governo, para não sinalizar com nada esse ano em relação a salários, fez esse anúncio, que ainda não é um projeto, dando certa fluidez nas carreiras", afirmou o deputado Major Olímpio.

Os policiais disseram que não são contra a fluidez de carreira dentro da PM, mas reclamam de o governo de São Paulo ter ignorado os pedidos da classe. "As entidades mostraram total desconforto. O governo pediu 14 dias para dar uma resposta em relação à política salarial. O governo faz esse remendo de contemplação falando em política de carreira. Ninguém é contrário a isso, mas desconsiderar completamente o inativo, estamos lembrando que temos 94 mil inativos. Dois terços da população não serão contemplados com nada nesse momento", disse Olímpio.

O deputado afirmou que há chance de greve da categoria. Segundo Olímpio, se os pedidos da classe não forem atendidos, é possível que haja uma paralisação.

eXTReMe Tracker