Reajuste de 49,4% para nível médio da Câmara.

 

 

 

A votação foi simbólica, porém o reajuste não é simbólico.

  Militares federais e estaduais permanecem com seus salários bem abaixo do que seria necessário para ser considerados uma remuneração justa, mas os membros do governo parecem não se preocupar com a família militar. Afinal, militares não podem fazer greve e correm o risco de punições caso se posicionem contra as decisões do governo. A Câmara aprovou nesta quarta-feira (21) projeto que reajusta o salário inicial de 350 servidores de nível médio dos atuais R$ 6.697,66 para R$ 10.007,11. 

O reajuste será de 49,4%.

O projeto beneficia técnicos administrativos, paramédicos e agentes da polícia legislativa que passaram nos concursos realizados nos últimos quatro anos. A assessoria da Casa não soube informar o impacto da medida na folha salarial. O reajuste passa a valer a partir da publicação do resultado da votação do projeto.

A proposta foi votada de forma simbólica no plenário e nenhum parlamentar se posicionou contrário.

Na justificativa colocada na proposta, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) alega que a medida serve para manter nos quadros da Casa servidores que buscam melhores rendimentos em outras instituições como Senado, TCU (Tribunal de Contas da União), e Judiciário e Executivo.

É uma reivindicação antiga dos técnicos, de terem recompostos os seus salários. O projeto reorganiza a carreira. A categoria estava com salário completamente defasado em relação a outras categorias semelhantes da Esplanada dos Ministérios", disse Marco Maia após a votação.

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