Reajuste de Militares movimenta economia de municípios pequenos.

A economia do interior do Amazonas e de algumas cidades do Centro Oeste, como Corumbá, por exemplo, vai receber uma injeção de recursos com o reajuste salarial para as Forças Armadas, conforme anunciado pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior. A correção começará a vigorar a partir de março do próximo ano.

O aumento do soldo reflete principalmente em municípios com maiores contingentes, como São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Humaitá, onde parte do efetivo é formada por moradores dessas regiões. Alugueis e vestuário são alguns itens alavancados pelo reajuste dos militares.

Ao contrário do que desejava a categoria, que queria um aumento maior na primeira parcela, já que consideram que seus salários estão muito defasados em relação às demais carreiras de Estado, o reajuste será parcelado igualmente em três vezes. Serão pagos em primeiro de março de 2013, 2014 e 2015. O aumento será linear para todos os postos.

Inicialmente, os estudos enviados pelo Ministério da Defesa ao Planalto, pediam reajustes na casa de 45%. Embora reconhecendo que os militares precisavam ser contemplados com aumentos diferenciados, a presidente Dilma Rousseff e a área econômica consideravam a reivindicação acima das possibilidades das contas públicas.

Uma das maiores dificuldades de concessão de reajuste para os militares, de acordo com integrantes do governo, é o peso da folha de pagamentos desta categoria. Portanto, há um reconhecimento por parte do governo de que há defasagem salarial.

O orçamento do Ministério da Defesa para 2012 é de R$ 64,794 bilhões. Deste total, 69,9% que correspondem a R$ 45,297 bilhões, vão para pagamento de pessoal e encargos. Dos cerca de R$ 45,3 bilhões destinados só a pessoal, R$ 28,5 bilhões representam o pagamento de inativos e pensionistas. Ou seja, os inativos representam 62,9% da folha de pagamentos e o pessoal da ativa, com R$ 16,8 bilhões, representa 37,1%.

A ministra do Planejamento disse ainda que o impacto do reajuste dos salários dos funcionários públicos do Poder Executivo será de R$ 8,9 bilhões em 2013. Incluindo o que será gasto com os servidores do Legislativo, Judiciário e Ministério Público da União, a conta sobe para R$ 10,3 bilhões. Depois de meses de paralisações que prejudicaram o abastecimento de remédios, aeroportos, universidades entre outras áreas, Miriam destacou que o acordo fechado para reajustar o salário dos servidores foi fruto “de um dos maiores processos de negociação do mundo”. Dados de Min. do planejamento, d24am e http://reajuste.com  Fonte: http://sociedademilitar.com

 

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